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Nasceu em 27/11/1935, em Pindorama, São Paulo. Cursou Direito para se fazer filósofo. Fez-se filósofo para trabalhar no comércio e no jornalismo. De jornalista, fez-se escritor renomado para se tornar agricultor. Mas já está pretendendo abandonar a agricultura. Seu primeiro livro, Lavoura arcaica (1975), arrebatou três prêmios: Coelho Neto, da ABL, o Jabuti, da CBL e de Revelação, da APCA. O outro livro, Um copo de cólera (1978), não causou o mesmo estardalhaço, mas ratificou seu talento. Há mais de 20 anos tenta (e tem conseguido) fugir da literatura. Tem insistido, não obstante os apelos do mundo literário, que não deseja mais escrever. Com apenas dois livros conseguiu um lugar de destaque na literatura. Por esta razão, é visto como mais uma manifestação dos mistérios da criação literária. Em 1996 foi publicado seu conto Mãozinhas de seda, segundo ele mesmo, “uma molecagem contra mim mesmo, pois dá seqüência à minha inequívoca vocação para o suicídio autoral”. O conto ironiza os literatos e intelectuais. Sua aversão ao meio literário se expressa numa entrevista dada em 1997: “A rua da Aurora dos velhos tempos em São Paulo, clássica por seus bordéis, seria um templo, em comparação às panelinhas literárias”. Em 2001 Lavoura arcaica foi parar nas telas do cinema através das lentes de Luiz Fernando Carvalho.
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