Volta para a capa
Jornalismo
Truman Capote

"Na verdade, não levo em conta o estilo desse livro, The muses are heard, como sendo acentuadamente diferente do estilo de meus livros de ficção. É possível que seu conteúdo, o fato de tratar de acontecimentos reais, faça que ele assim pareça. Afinal de contas, Muses é pura reportagem e, quando se trata de reportagens, a gente está ocupado com literalidade e superfícies, com implicações sem comentários: não se pode atingir profundidade imediata, como ocorre com a ficção. No entanto, uma das razões que me levaram a fazer reportagem foi provar que eu podia aplicar meu estilo às realidades do jornalismo. Mas creio que meu método de ficção é igualmente imparcial: emocionalmente, faz-me perder o controle de escrever; tenho de exaurir a emoção antes de sentir-me em estado clínico que me permita analisar bastante o estilo e planejá-la e, quanto ao que me diz respeito, essa constituiu uma das normas para se conseguir uma técnica verdadeira. Se minha técnica parece mais pessoal é porque depende da área mais pessoal e reveladora do artista: sua imaginação.

Fonte: Escritores em ação: as famosas entrevistas à Paris Review. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

- Por que escrevo?

- Como escrevo?
- Onde escrevo?
- Cinema

- Crítica literária

- Relações literárias

- Entrevista 1 (s.d)

- Entrevista 2 (1957)

- Biografia