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"Fui aluno dos Beneditinos, mas só me reecontrei com a religião em 1986, quando meu filho quase morreu na barriga da mãe. Eu já era um ‘scholar’ e estudava o catolicismo primitivo. Esse, aliás, é o tema de meu ensaio As vinhas do paradoxo, que a Universidade de Oxford publica este ano. Num certo momento houve um grande desvio na Igreja Católica... Passou-se a acreditar em espirito após a morte. O que é isso? Alma sem corpo é abstração, pior, uma assombração. Antes da influência do neoplatonismo de Alexandria na Igreja Católica, compreendia-se melhor que a base da fé está na idéia da ressureição.”
Fonte : O Globo, 09/07/1994 – Mauro Trindade
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