Volta para a capa
Relações Literárias
WILLIAM FAULKNER

por Evelyn Waugh

"Acho Faulkner insuportavelmente ruim".

Fonte: Os escritores: as hsitóricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

por Gabriel García Márquez

"Não tenho certeza se, na ocasião (numa visita a Aracataca aos 22 anos), já havia lido Faulkner, mas sei agora que apenas uma técnica como a de Faulkner poderia  ter me capacitado a escrever o que eu estava vendo. A atmosfera, a decadência, o calor na vila, eram mais ou menos a mesma coisa que eu havia sentido em Faulkner. Era uma região de plantação de banana habitada por muitos neorte-americanos das companhias de frutas, o que criava o mesmo tipo de atmosfera que eu havia encontrado nos escritores sulistas. Os críticos falaram da influência literária de Faulkner, mas vejo isso como uma coincidência: eu apenas havia encontrado um material que pedia para ser tratado da mesma maneira como Faulkner tratava material semelhante".

Fonte: Os escritores 2: as hsitóricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

por Gore Vidal

"Gosto da opinião e temo a retórica... suponho que porque eu tenha uma tendência à retórica. Também venho de uma família sulina - lá no Mississipi os Gore eram amigos dos Faulkner, todos os Snopeses juntos. Aliás, quando leio Faulkner penso nos discursos do meu avô no Senado, de um floreado que fiz o possivel para arrancar do meu próprio estilo... junto com as ervas daninhas".

Fonte: Os escritores: as hsitóricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

por John dos Passos

"Li algumas coisas de Faulkner, e gosto muito, muito, de alguns de seus livros. The bear e As I lay dyng. The bear é uma maravilhosa hsotória de caça. Gostei de Intruder in the dust. Ele me lembra muito os velhos contadores de histórias que eu costumava ouvir aqui, quando vinha durante o verão e ficava escondido nos cantospara que não me mandassem ir dormir. Ficava ouvindo até meus ouvidos arrebentarem. Acho que o que ais gosto em Faulkner é dos detalhes. Ele é um observador extraordinariamente acurado e constrói sua narrativa - que às vezes me dá a impressão de ser túrgida - com a maravilhosa matéria-prima que viu".

Fonte: Os escritores: as históricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

por Juan Carlos Onetti

"William Faulkner para mim é um rei. Não posso medir a impotância que teve para mim. Muita gente diz que eu sou um plagiador de Faulkner. Eu não me sinto assim. Ao menos, não é deliberado".

Fonte: O Globo, 06/12/1992 - Sandra Cohen

 

por Mario Vargas Llosa

"Foi o primeiro romancista que li com lápis e papel na mão, porque, além de ele ser um dos grandes escritores do século XX, sua técnica me deslumbrou. Nunca me senti decepcionado ao reler Faulkner"

Fonte: Playboy, º 130, maio de 1986

"Eu gostaria de escrever sobre Faulkner, que é o autor que mais marcou seu tempo, ou sobre Conrad, outro autor que admiro enormemente".

Fonte: Folha de São Paulo, 08/03/2009

por Milton Hatoum

“Faulkner é um dos meus escritores prediletos, e toda a crítica de sua obra à sociedade americana é muito atual, sempre sob o signo do trágico, da violência e,às vezes, do horror. O patriotismo exacerbado, o racismo, a apologia do consumismo, o fanatismo religioso, o puritanismo e o moralismo, tudo isso é elaborado na ficção de Faulkner. Você entende a América de Bush lendo Luz em agosto ou contos com Setembro seco e Dois Soldados”.

Fonte: Digestivo Cultural, 01/05/2006 – Julio Daio Borges (www.digestivocultural.com/newsletter/200605)

 

por Robert Alter

“Faulkner é especialmente interessante, porque, ao reescrever o segundo livro de Samuel na forma de Absalom, Absalom!, ele acabou por sugerir uma leitura do texto bíblico que é muito mais penetrante que a dos eruditos bíblicos”.

Fonte: O Estado de São Paulo, 26/06/2005 – Samuel Titan Jr.

por William Kennedy

“Faulkner foi muito importante para mim. Mesmo antes de eu pensar em me tornar escritor ele me fez ver o alcance da literatura, com sua visão panorâmica da sociedade americana. Comecei a escrever movido por esse mesmo anseio de saber o que aconteceu com pessoas que viveram antes de eu nascer. Vou continuar a reler Faulkner pelo resto da vida”.

Fonte: O Globo, 27/11/1994 – Luciano Trigo  

por William Styron

“Certamente fui influenciado por Faulkner, mas não creio que meu trabalho não tenha uma individualidade ou que seja uma mera imitação de sua obra. Acho que consegui deixar a influência faulkeriana e criar minha própria substância e meu estilo. E isto serve para qualquer escritor. Quando os primeiros trabalhos de Faulkner apareceram, costumavam dizer que ele havia sido influenciado por James Joyce e T.S. Eliot. Todo escritor é influenciado por outros escritores. O importante é a maneira como ele expressa a sua individualidade.

Fonte: O Globo, 07/03/1993 

Prossiga na entrevista:

Por que escreve?

Como escreve?

Onde escreve?

O que é inspiração?

Influência literária

Cinema

Psicanálise

Música

Jornalismo

Conselho literário

Crítica Literária

Biografia