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"Não existe uma linha que conduz do crítico ao escritor, e vice-versa. Olhando pelo espelho retrovisor, vejo que, quando muito, houve um movimento pendular que mais e mais foi aproximando uma à outra. Aliás, acredito que na história da literatura nunca tenha havido 'percurso' entre as duas instâncias textuais, a não ser que nos refiramos a autores de obras sem nenhum interesse estético e social. Existem linhas paralelas que se tocam, influem umas sobre as outras, se chocam, se misturam, criando um sistema de trocas, de rodízio, que atiça decisões na criação e reformula metas na crítica. Dessa forma é que caminhos são inaugurados na história da literatura. Existem, isto sim, obras literárias que se apresentam como nós de linguagem. Elas se concretizam sob a forma de texto (nem artístico nem crítico, os dois ao mesmo tempo)."
Fonte: Jornal do Brasil, 10/08/2002 - Cristiane Costa
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